De amor cantando,
Sem nele demasiado acreditar,
Dei a volta ao coração (demorei anos):
Está só – mas sem nenhuma vontade de parar…
Desiludidos? Paciência, amigos…
Bebamos mais, fumemos, refumemos,
Entre as mulheres, o tabaco da vida.
Como cedilhas pendurados que felizes seremos,
Exemplares cretinos nesta noite comprida…
Alexandre O’Neill , "Poemas com Endereço", Morais Editora
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sábado, junho 09, 2007
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